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Já é bem conhecido que o uso das medicações chamadas de estatinas reduz o risco de eventos vasculares, como o derrame cerebral e infarto do coração, em pacientes com altos índices de colesterol, portadores de diabetes e em quem já teve um desses eventos vasculares. Ontem, a revista New England Journal of Medicine publicou o importante Estudo JUPITER mostrando que as estatinas podem reduzir o risco de eventos vasculares mesmo em pacientes considerados de baixo risco vascular.

 

O estudo JUPITER é um estudo multicêntrico envolvendo diversos países, incluindo o Brasil – Universidade Federal de São Paulo, e que acompanhou quase 18 mil indivíduos que nunca haviam apresentado história de derrame cerebral ou infarto do coração. Todos tinham níveis normais de colesterol, não tinham diabetes, mas apresentavam níveis elevados de Proteína C-Reativa de alta sensibilidade (> 2mg/l). Índices altos desse marcador estão associados a um maior nível de aterosclerose, maior risco de infarto no coração e derrame cerebral. Além disso, pesquisas revelam que a redução dos níveis de Proteína C-Reativa de um grau moderado para um grau leve está associada a uma redução relativa do risco de eventos vasculares.

 

A metade dos voluntários que usou estatina (Rosuvastatina) apresentou menos risco de derrame cerebral e infarto do coração e menor mortalidade no período pesquisado. O estudo foi até mesmo precocemente interrompido por questões éticas, devido à inequívoca superioridade nos benefícios que o grupo que usou estatina apresentou.

 

 

 

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