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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição geneticamente herdada que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. O problema acomete entre 6 e 8% das crianças em todo o mundo e ate 60% delas continuarão a apresentar os sintomas durante a adolescência e idade adulta. Uma série de estudos já havia demonstrado associação entre traumas cranianos em fases precoces da vida e o desenvolvimento posterior de TDAH. A questão que ainda não havia sido resolvida era se o trauma em si poderia colaborar para o desenvolvimento de TDAH ou se o trauma na verdade já é o resultado de um comportamento mais impulsivo e de risco entre crianças com maior tendência a desenvolver o transtorno. Um estudo publicado hoje pelo British Medical Journal ajuda muito a repensar essa questão.

 

 

Os pesquisadores avaliaram 62 mil crianças divididas em três grupos: 1) crianças com história de trauma craniano antes dos 2 anos de idade; 2)  crianças com história de queimadura antes dos 2 anos de idade; 3) crianças com nenhuma das 2 condições anteriores. Os resultados mostraram que tanta as crianças com história de traumatismo craniano como as com história de queimadura tinham mais chance de apresentar o diagnóstico de TDAH antes dos 10 anos de idade. Esses resultados reforçam bastante a hipótese de que não é o trauma craniano que aumenta a chance de desenvolver TDAH, mas que crianças com história de trauma mais freqüentemente tem um comportamento associado a um maior risco de acidentes em geral, como é o exemplo das queimaduras.

 

 

 

 

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