O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição geneticamente herdada que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. O problema acomete entre 6 e 8% das crianças em todo o mundo e ate 60% delas continuarão a apresentar os sintomas durante a adolescência e idade adulta. Já é bem reconhecido que crianças com o diagnostico de TDAH tem um maior risco de no futuro usarem drogas, incluindo abuso e dependência de álcool e drogas ilícitas, assim como tabagismo.  Além disso, há um forte corpo de evidências que aponta que esse risco é menor entre adolescentes que receberam tratamento com medicações estimulantes como o metilfenidato durante a infância. Estudos com modelos animais de TDAH revelam que o uso dessas medicações reduz o interesse por drogas como a cocaína. O fator psicossocial também pode ser relevante, e poderíamos hipotetizar que crianças tratadas na infância receberam mais atenção por parte dos pais.

 

Um novo estudo publicado na última edição da revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine confirma o efeito protetor do tratamento medicamentoso em crianças sobre o risco das mesmas usarem drogas no futuro, efeito até então mais estudado entre os meninos. A pesquisa acrescenta um importante dado à literatura: o efeito protetor do tratamento é tão importante nas meninas como nos meninos.   

 

 

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