São inúmeras as razões pelas quais um casal pode enfrentar problemas no relacionamento e pesquisadores suecos encontraram mais uma. Eles identificaram uma associação entre a maneira que homens se relacionam com suas parceiras e seu repertório genético em uma amostra de mais de 500 casais.

 

O estudo foi publicado esta semana na respeitada revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) e mostrou que uma variante de um gene que codifica o receptor do hormônio cerebral vasopressina guarda relação com o quanto um homem reconhece como sendo forte sua relação com sua parceira.  Essa mesma variação genética também foi associada à forma com que a parceira avalia a relação conjugal e também à história de ter apresentado crise conjugal no ano anterior do momento da entrevista.  A grande pista para que os cientistas dessem início ao estudo foi a prévia demonstração em roedores que esse mesmo gene tem relação com o comportamento monogâmico dos animais.  

 

Os resultados da pesquisa não devem ser interpretados como a descoberta do gene da infidelidade.  Abrem-se sim importantes janelas para o melhor entendimento de transtornos em que o “cérebro social” não tem desempenho adequado, como é o caso do autismo e da fobia social.  

 

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