Um estudo divulgado esta semana na convenção anual da Associação Americana de Psicologia (Boston, EUA) traz novas evidências sobre o impacto do uso de antidepressivos no desempenho do indivíduo ao volante. Os pesquisadores submeteram 60 pessoas a um simulador de direção que exigia dos participantes tomadas de diversas decisões habituais do trânsito, como reagir à luz de freio do carro da frente. Metade dos participantes usava pelo menos um tipo de antidepressivo enquanto a outra metade não usava qualquer medicação. O desempenho “ao volante” dos pacientes que usavam antidepressivos só foi pior do que o do grupo controle entre aqueles que apresentavam um alto score de sintomas depressivos. O estudo sugere que o impacto do uso do antidepressivo sobre o desempenho ao volante possa ser menos significativo do que o próprio estado depressivo.

 

Um estudo anterior conduzido na Alemanha (J Clin Psychiatry 2006), desta vez com pacientes avaliados imediatamente após alta hospitalar de internação por quadro depressivo, evidenciou que 16% desses pacientes apresentava severo comprometimento do desempenho à direção, também avaliado por simulador de trânsito. Alguns estudos até compararam a influência de diferentes tipos de antidepressivos, demonstrando que alguns deles influenciam menos a capacidade de dirigir.

 

Esse é um assunto importante, pois o uso de antidepressivos vêm crescendo cada dia mais. Nos EUA, estima-se uma em cada dez mulheres usam essa classe de medicação. Não importa tanto se é a medicação em si ou estado depressivo que tem mais relevância na performance dos condutores. Pacientes, médicos e autoridades devem estar cientes do problema.  

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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