A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da aterosclerose, principal causa das doenças que mais matam ao redor do mundo: o infarto do coração e o derrame cerebral. A aterosclerose pode estar associada a depósitos de cálcio, situação que hoje em dia podemos detectar nos vasos do coração através de uma fotografia, a tomografia computadorizada das artérias coronárias. Indivíduos com maiores depósitos de cálcio apresentam maior risco de desenvolver eventos vasculares: infarto do coração e derrame cerebral. Reconhecemos um indivíduo como hipertenso quando sua pressão sistólica é > 140 mm Hg ou quando sua pressão diastólica é > 90 mm Hg. Indivíduos com pressão sistólica entre 120 e 129 mm Hg ou pressão diastólica entre 80 e 89 mm Hg são classificados como PRÉ-HIPERTENSOS, e os efeitos a longo prazo dessa condição são menos conhecidos do que no caso da hipertensão arterial.

 

A edição de hoje da revista Annals of Internal Medicine publicou um estudo muito importante que demonstra que adultos jovens PRÉ-HIPERTENSOS (<35 anos) apresentarão mais calcificação nas artérias coronárias 20 anos depois. Os resultados sugerem que adultos jovens PRÉ-HIPERTENSOS devem aumentar os esforços para manter a pressão arterial sistólica em níveis menores que 120 mmHg. Isso não significa sair tomando remédios de um dia para o outro, pois mudanças no estilo de vida como realização de atividade física diária, controle da dieta e redução do estresse podem ser suficientes para o controle da pressão arterial nesses casos.

 

 

 

 

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