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Um estudo publicado esta semana no periódico Neurology da Academia Americana de Neurologia evidencia entre indivíduos com função cardíaca reduzida um menor fluxo cerebral em regiões do cérebro que processam a memória. Os voluntários da pesquisa não apresentavam insuficiência cardíaca com manifestações clínicas, mas, mesmo assim, aqueles com corações que bombeavam menores quantidades de sangue chegavam a ter o padrão de circulação cerebral nos lobos temporais de uma pessoa 15 a 20 anos mais velha.   

Outras pesquisas já haviam mostrado que as pessoas com insuficiência cardíaca, mesmo nas suas formas leves, apresentam também certa “insuficiência cerebral”, e a dificuldade de memória é o problema mais comum. Nesses estudos, até 50% dos pacientes com insuficiência cardíaca apresentam déficit cognitivo.

A principal explicação para esses achados é a de que com a falência da bomba cardíaca o fluxo sanguíneo cerebral é reduzido e perde-se também sua capacidade de auto-regulação. Outra hipótese é a frequente ocorrência de derrames cerebrais entre pacientes com insuficiência cardíaca. Um coração fraco aumenta a chance de formação de pequenos coágulos de sangue que podem “escapar” para as artérias cerebrais, causando um derrame cerebral. Estudos evidenciam uma prevalência de derrame cerebral de até 35% entre pacientes com insuficiência cardíaca.  

Um importante recado desses estudos é o de que uma boa parte dos pacientes com insuficiência cardíaca pode não ser mais capaz de seguir as recomendações feitas pelo médico, como é o caso de tomar corretamente diferentes medicações em seus diferentes horários. No caso de pacientes com dificuldades cognitivas, um cuidado especial na comunicação deve ser tomado, muitas vezes com a necessidade de se garantir o apoio de alguém que possa auxiliá-lo no seguimento do tratamento.

 

 

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