Onde está a chave do carro? O que eu ia pegar na geladeira? A dificuldade que algumas pessoas na meia-idade têm de se lembrar de detalhes, pode ser só um jeito diferente que o cérebro mais maduro tem para processar a memória e a atenção, e não uma disfunção cerebral global.

Neurocientistas da Universidade de McGill no Canadá demostraram que as áreas cerebrais ativadas durante uma tarefa de reconhecimento visual eram diferentes a depender da faixa etária do indivíduo.  Os voluntários na meia-idade tinham maior ativação da região do córtex pré-frontal mesial, considerada uma área associada ao pensamento auto referencial, que cruza a nova informação com o repertório próprio. Já as pessoas mais jovens tinham maior ativação de áreas envolvidas nos processos de atenção e memória.

Esses resultados jogam luz na preocupação de muitas pessoas que têm pequenos lapsos de memória e que pensam que podem estar sofrendo de uma fase inicial de doenças cerebrais degenerativas como a Doença de Alzheimer.

Os “muito” jovens tiveram melhor desempenho nesse teste que os “meia idade”, mas essa diferença pode ser entendida como uma forma diferente que o cérebro mais maduro tem de processar a informação, e não como uma disfunção.

  1. Ankudowich, S. Pasvanis, M.N. Rajah. Changes in the modulation of brain activity during context encoding vs. context retrieval across the adult lifespanNeuroImage, 2016; 139: 103 DOI:10.1016/j.neuroimage.2016.06.022

 

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