Parece que ações repetitivas como arrancar os cabelos ou roer as unhas têm muito mais a ver com uma resposta ao tédio, irritação e frustração do que com ansiedade. Há uma série de evidencias mostrando que as pessoas que têm esse tipo de compulsão são frequentemente perfeccionistas.

Uma em cada 20 pessoas apresenta esse tipo de comportamento com um variável espectro de intensidade, alguns sofrendo dor e embaraço social.  Os movimentos repetitivos têm uma certa relação com os tics e, de uma forma mais distante, com o transtorno obsessivo compulsivo.

Um novo estudo recentemente publicado demonstra que uma forte raiz desses movimentos é o perfeccionismo. As pessoas que sofrem desse problema, além de mais perfeccionistas, têm maior tendência a exagerar no trabalho, a planejar demais as coisas e a se frustrarem facilmente quando não têm atividades de alta intensidade.

Os pesquisadores ainda mostraram que estímulos relaxantes, como imagens das ondas do mar, são capazes de inibir os movimentos, ao contrário de situações de tédio como ficar numa sala vazia e sem estímulos ou em situações que evocam frustração ou estresse.

O estudo foi publicado pelo Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry e dá mais ferramentas aos terapeutas que cuidam das pessoas que sofrem com esses movimentos compulsivos. Os movimentos podem ser vistos como uma urgência perfeccionista de estar fazendo algo sempre. Depois do alívio pode vir dor e vergonha. A psicoterapia cognitivo-comportamental é vista como uma das melhores opções para o seu tratamento.

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