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É durante o sono que o cérebro consegue se livrar melhor de seus restos metabólicos. Uma pesquisa publicada esta semana pelo Journal of Neuroscience mostrou que dormir de lado torna essa limpeza mais eficiente.

Pesquisadores da Universidade de Stony Brook nos EUA demonstraram em ratinhos, através de método de ressonância magnética, que esse mecanismo chamado de transporte glinfático é mais robusto durante o sono em posição lateral. Eles compararam com as posições “de barriga para cima” e “barriga para baixo”.

O interessante é que essa posição de decúbito lateral é a mais usada no sono pela maioria dos mamíferos incluindo também os humanos. Uma das explicações para essa preferência é a de que a evolução permitiu essa adaptação para que o mecanismo do transporte glinfático tenha mais sucesso e o cérebro faça melhor sua faxina diária.  O fato é que o acúmulo desses restos facilitam o desenvolvimento de doenças como Parkinson e Alzheimer. O próximo passo é testar essa história das diferenças de decúbito entre os humanos.

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