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As mulheres não são mais preguiçosas que os homens. Também não são menos analíticas. Qual é a razão delas participarem menos em áreas acadêmicas como as ciências, engenharia, tecnologia e matemática? Uma pesquisa recém-publicada no prestigiado periódico Science mostra que as pessoas envolvidas nessas áreas acreditam de forma enfática que é preciso ser brilhante para estar dentro desse jogo, qualidade que muitos ainda acreditam que as mulheres são menos favorecidas. .Esse estereótipo das mulheres serem menos brilhantes é a melhor explicação para a menor representação delas nesses campos do conhecimento.

O estudo foi conduzido por pesquisadores das universidades de Illinois e Princetown nos EUA e avaliou 1800 pesquisadores e estudantes de graduação, de 30 diferentes disciplinas. Entre outras perguntas, eles tinham que responder quais qualidades julgavam importantes para alcançar o sucesso em seus ramos.  As áreas em que os entrevistados julgavam que o brilhantismo era fundamental foram também as menos representadas por mulheres. Essa crença leva as mulheres a inconscientemente se afastar desses campos do conhecimento.  Pode também levar à discriminação em exames de seleção.

É bom lembrar que não há qualquer evidência científica de que os homens são mais brilhantes que as mulheres.

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