Elaborar resumos e explicar o conteúdo para outra pessoa são técnicas bem populares para dar um “up” no aprendizado. Uma pesquisa com adolescentes alemães recém-publicada mostra também que representar o conteúdo através de desenhos dá um empurrãozinho no quanto realmente se aprende.

Os adolescentes tinham que ler um texto de 850 palavras e sete parágrafos de um assunto nada familiar – a biologia do vírus influenza. Metade dos voluntários foi instruída a fazer um desenho que representasse cada um dos sete parágrafos, cada um no seu ritmo.

Aqueles que fizeram os desenhos responderam melhor a um teste de compreensão do texto múltipla escolha – 63% de acertos comparados a 44% do grupo que não desenhou. Esse efeito positivo dos desenhos poderia ser explicado por uma melhor organização do conhecimento e sua integração com conteúdos mais antigos. Não se sabe o quanto que esses efeitos são duradouros. Os testes foram aplicados logo após o término da leitura e dos desenhos.

Recentemente falamos do melhor desempenho que os alunos têm na sala de aula com papel e lápis na mão quando se compara a um laptop. As pessoas conseguem digitar no computador um maior conteúdo daquilo que o professor fala que quando escrevem numa folha de papel. Porém, os alunos aprendem mais quando anotam no papel.Mas por que no papel é melhor? Como no laptop os alunos são capazes de digitar uma aula praticamente na integra, o trabalho é pouco reflexivo, exigindo do cérebro pouca atividade analítica e de síntese. Escrever no papel é mais lento e permite uma maior “digestão” do conteúdo, forçando o cérebro a capturar melhor a essência da informação.

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