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Parece que a chave do sucesso dos kenianos nas corridas de longa distância pode estar no cérebro. Um estudo inédito foi publicado esta semana no periódico Journal of Appllied Physiology mostrou que a oxigenação do cérebro de corredores kenianos de elite é maior do que atletas de outros países testados em outros estudos.

Pesquisadores da Universidade do País Basco descreveram pela primeira vez que os kenianos da tribo Kalenjin têm oxigenação cerebral mais estável em períodos de máximo esforço físico.   Os Kalenjins reúnem cerca de 5 milhões de indivíduos e quase todos os maratonistas kenianos campeões são dessa tribo. Eles foram monitorados durante uma corrida de 5 km na esteira e instruídos a dar o melhor de si com recompensa financeira.

É conhecido que o cérebro reduz sua atividade quando há redução da oxigenação. No caso da região pré-frontal, essa baixa de oxigenação pode reduzir a eficácia do controle dos movimentos.  Mas por que os kenianos têm essa oxigenação mais estável? A genética com certeza tem seu papel.  A infância com muita atividade física e a altitude elevada do Kenia são outras possíveis explicações.  Outros estudos avaliaram a anatomia favorável para a corrida dos kenianos comparando-os com pássaros. Pernas finas, longas e eficientes e peso corporal relativamente baixo para a altura. O fato é que quase 80% dos vencedores de corridas de longa distância são africanos do Kenia.

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