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Dieta mediterrânea é uma alimentação rica em peixes, verduras, legumes, frutas, cereais (melhor se forem integrais), azeite e outras fontes de ácidos graxos insaturados, baixo consumo de carnes, laticínios e outras fontes de gorduras saturadas, além do uso moderado, porém regular, de álcool. Pesquisas têm revelado que a dieta mediterrânea reduz o risco de doenças cardiovasculares e da Doença de Alzheimer e está associada a uma maior longevidade.

 

Na ultima semana um novo estudo confirmou de forma inequívoca os benefícios da Dieta Mediterrânea sobre nossa memória. Dessa vez a metodologia permitiu isolar vários fatores que poderiam se confundir os resultados. Isso foi feito através da randomização: os pesquisadores não sabiam que dieta cada um dos voluntários recebia.

 

Mais de 500 voluntários (média de idade 74 anos) participaram do estudo conduzido pela Universidade de Navarra e outros centros de pesquisa na Espanha. Metade deles recebeu orientação de seguir o padrão da Dieta Mediterrânea além de suplemento alimentar rico em gorduras insaturadas – 1 litro por semana de suplemento alimentar líquido rico em azeite extravirgem ou 30 gramas por dia de uma mistura de castanhas. A outra metade fez uma dieta pobre em gorduras, tanto saturadas como insaturadas. Todos eram monitorizados ao longo do estudo por um nutricionista.

 

Após seis anos e meio, o grupo que recebeu a dieta caprichada nas gorduras insaturadas estava com o cérebro mais afiado. Esse resultado foi independente de fatores como atividade física, consumo de álcool, tabagismo, perfil genético para Doença de Alzheimer, índice de massa corporal, entre outros.

 

O estudo foi publicado no periódico Journal of Neurology e Neurosurgery a Psychiatry

 

 

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CBN-RICARDO[1]

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