O periódico especializado British Journal of Sports Medicine publicou nesta última semana uma pesquisa que demonstra que a atividade física moderada ou intensa, mesmo que de curta duração, tem o poder de nos deixar mais centrados, com melhor controle das emoções.

 

Pesquisadores holandeses avaliaram os principais estudos que investigaram o impacto do exercício físico sobre funções cerebrais superiores como memória, concentração, planejamento e tomada de decisões. A análise foi feita em três diferentes faixas etárias: 6-12 anos, 13-17 anos e 18-35 anos. Foram incluídos 24 estudos que envolveram quase mil voluntários.

 

Os resultados apontaram que exercícios moderados ou intensos de curta duração (10 a 40 minutos) promovem aumento do autocontrole psíquico nas três faixas etárias estudadas, especialmente sobre a capacidade de inibir a impulsividade. O aumento do aporte de sangue e oxigênio para as regiões mais frontais do cérebro (córtex pré-frontal) pode explicar esse efeito. Outros estudos também têm mostrado que o exercício melhora o desempenho cognitivo dos idosos.

 

A atividade física dispara imediatamente uma série de substâncias no sangue que estimulam a secreção de neurotransmissores no cérebro. Entre essas substâncias estão a endorfina, vasopressina, hormônio corticotrófico e catecolaminas.  No longo prazo, a prática regular de exercícios estimula a produção de fatores neurotróficos que favorecem a criação de novos vasos sanguíneos e neurônios, além de mudanças estruturais nas sinapses e ramificações dos neurônios. E mais: esses efeitos plásticos chegam a promover o aumento de áreas cerebrais que vão além daquelas responsáveis pelo movimento, mudanças que podem estar associadas aos efeitos positivos da atividade física sobre a cognição.

 

 

 

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