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Jovens e idosos dizem que a leitura de uma folha de papel é mais agradável e legível do que em versões eletrônicas. Porém, entre os idosos, o cérebro faz menos esforço lendo num tablet do que num leitor de livro digital ou numa folha de papel. Essa é a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores alemães e publicado esta última semana no periódico PLoS ONE.

 

Dois grupos de voluntários, jovens (25.7 anos em média) e idosos (66.8 anos em média), foram monitorados enquanto liam um mesmo conteúdo de três formas diferentes: folha de papel, iPad e Kindle. A atividade cerebral que reflete o esforço mental para uma atividade foi monitorizada pelo eletrencefalograma enquanto os movimentos dos olhos e seu tempo até a fixação na leitura também eram medidos.

 

Após a experiência, jovens e idosos acharam a experiência com a folha de papel mais agradável e legível do que com os aparelhos. Entre os jovens, o esforço mental e rapidez de fixação do olhar não foram diferentes nas três diferentes formas. Já entre os idosos, esses parâmetros foram mais fáceis quando a leitura era feita no iPad, contrariando a resposta que deram no questionário.

 

Um forma de explicar esses resultados é o fato do iPad ter um melhor contraste entre o texto e o fundo. Para os jovens isso não faz diferença, mas para os idosos pode ser um empurrãozinho relevante. Mas, porque mesmo assim eles respondem que o livro foi mais agradável? Desconfiança de novas tecnologias? Provavelmente aí existe um forte fator cultural.

 

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