Estima-se que uma em cada duas pessoas apresentará pelo menos um episódio de perda de consciência ao longo da vida. A epilepsia é uma das principais causas, mas bem mais comum é uma condição clínica chamada de síncope, que também é conhecida por desmaio.

 

São várias as causas de síncope, mas todas elas têm uma característica em comum que é a redução transitória da perfusão sanguínea cerebral. A causa mais comum é chamada de síncope vasovagal e acontece por um controle ineficiente do ritmo cardíaco e/ou do calibre dos vasos sanguíneos por parte do sistema nervoso em situações específicas como a posição em pé por tempo prolongado. Um quarto da população apresentará pelo menos um episódio deste tipo de síncope durante a vida e o componente genético dessa condição foi confirmado esta semana por um estudo publicado no periódico da Academia Americana de Neurologia. Pesquisadores demonstraram que, numa amostra de 51 pares de gêmeos, os idênticos têm mais chance de ambos apresentarem síncope vasovagal do que os não idênticos.  

 

As testemunhas de uma crise de perda de consciência podem até ter presenciado olhos revirados, contrações musculares e incontinência urinária, sintomas estes que fazem a gente pensar numa crise epiléptica, mas na verdade podemos estar diante de um quadro de síncope. No momento em que o cérebro sofre uma baixa na perfusão de sangue, os neurônios ficam irritados e podem disparar uma crise epiléptica de curtíssima duração. Nesse caso, não estamos diante crises espontânea, razão pela qual tais crises não configuram um quadro de epilepsia. Vale lembrar que a maioria dos eventos de síncope não vem acompanhada de crise epiléptica.

 

 

smallicone

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