Uma pesquisa publicada esta semana pelo BMJ Open revela que o consumo freqüente de medicações para induzir o sono está associado a um maior risco de câncer e morte, mesmo entre as pessoas que as usam pouco mais do que uma vez por mês.

 

Foram acompanhados mais de 10 mil americanos com uma média de idade de 54 anos e que usavam esse tipo de medicação por um período 2.5 anos em média. As condições de saúde e expectativa de vida desses voluntários foram comparadas às de outro grupo com características semelhantes de saúde, idade e sexo, mas que não usava hipnóticos. 

 

É importante ressaltar que os resultados não implicam numa relação causa e efeito. Seria coerente pensar que as pessoas que usam os hipnóticos já têm um pior estado de saúde, mas a pesquisa não pôde demonstrar esse fato.

 

Apesar de não podermos afirmar que esses remédios sejam deletérios à saúde de forma inequívoca, o estudo provoca uma reflexão sobre a importância de se encorajar alternativas para os hipnóticos no tratamento da insônia. Estamos falando de psicoterapia, meditação, atividade física, etc.

 

Esses resultados merecem toda nossa atenção, já que o Brasil é um dos maiores consumidores desse tipo de medicação. O campeão clonazepam vende cerca de 20 milhões de caixinhas por ano.

 

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