A revista Neurology, periódico oficial da Academia Americana de Neurologia, publicou esta semana um estudo que demonstra que mulheres idosas com dietas ricas em vitamina D têm desempenho cognitivo melhor do que aquelas com ingesta insuficiente da vitamina.

 

Evidências recentes têm demonstrado que uma baixa concentração de vitamina D no sangue está associada a cérebros menos afiados, não só entre idosos e mulheres, mas também entre adultos de meia idade. A atual pesquisa acrescenta um dado inédito ao mostrar que a fonte dietética de vitamina D pode fazer diferença. Esse é um passo fundamental antes de se partir para um estudo de suplementação de cápsulas de vitamina D entre idosos com déficit cognitivo e baixos índices da vitamina.

 

Não se levava muito em consideração o impacto da dieta sobre o nível de vitamina D em nosso organismo, já que 90% são dependentes de sua síntese na pele por exposição ao sol. A dieta contribui com os outros 10% especialmente através de alimentos enriquecidos com a vitamina, óleo de fígado de bacalhau, peixes, e de forma menos importante, gema de ovo e fígado. Os vegetais contêm concentrações de vitamina D mínimas.

 

A deficiência de vitamina D sempre foi muito associada a problemas ósseos nas crianças e também nos adultos, mas nos últimos anos, começou-se a entender que sua deficiência também poderia estar associada a alterações do funcionamento cerebral. A vitamina D também atua no cérebro e sabe-se que ela está associada à expressão de diferentes proteínas e células essenciais para sua função e estudos experimentais sugerem que sua deficiência pode estar associada a disfunções cerebrais inflamatórias e vasculares que podem culminar em processos degenerativos.

 

Os próximos passos a serem dados serão estudos que consigam definir se uma dieta rica em vitamina D ou mesmo suplementos de vitamina D são capazes de prevenir, ou mesmo reverter déficits cognitivos. Enquanto isso, os médicos devem estar conscientes da alta freqüência de déficit da vitamina na população idosa.

 

Podemos dizer também que encontramos mais uma razão para consumir peixes regularmente. Os peixes ricos em vitamina D são praticamente os mesmos ricos em ômega 3 (ex: salmão, atum, sardinha), sendo este último componente nutricional de reconhecida eficácia na melhora do desempenho cerebral e também na capacidade de evitar doenças como o derrame cerebral e a Doença de Alzheimer. Mais uma razão também para não deixar de tomar um solzinho.

 

Clique aqui e confira um bate-papo com o Dr. Ricardo Teixeira e a jornalista Maria Honda no dia 19 de novembro de 2010 na Rádio CBN Brasília. Eles discutem o impacto da Vitamina D sobre o cérebro e as melhores estratégias para se conseguir boas concentrações da substância em nosso corpo.

 

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