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Estudo recém publicado pela revista Lancet Neurology revela que a incidência de derrame cerebral nas últimas quatro décadas (1970-2008) reduziu em 42% em países ricos e aumentou mais de 100% em países de baixa e média renda, sendo que o Brasil se encaixa nesse último caso. Mais de 50 estudos de 28 diferentes países foram analisados: 18 países ricos e 10 países de baixa e média renda, incluindo o Brasil.

 

Os resultados ainda demonstraram que na última década a incidência de derrame cerebral em países de baixa e média renda ultrapassou pela primeira vez a dos países ricos (20% maior). Uma das explicações para esses resultados é que o ritmo de transição demográfica é diferente entre países pobres e ricos: a população dos países pobres está envelhecendo em ritmo mais acelerado do que os ricos. Outra possível explicação é a de que os cuidados de saúde para prevenção do derrame cerebral têm sido mais expressivos nos países ricos, como é o caso do tratamento da hipertensão arterial. 

 

Já faz tempo que as doenças cardiovasculares deixaram de ser problema de países desenvolvidos, e está mais do que definido que o derrame cerebral deve fazer parte das prioridades de políticas de saúde pública dos países de baixa e média renda. Chegou a hora de agir. 

 

 

 

 

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