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colesterol

Pesquisa publicada na última edição do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que o colesterol influencia as correntes elétricas que geram os batimentos cardíacos e pode contribuir para que o coração saia do seu ritmo ideal. Antes dessa pesquisa, já se reconhecia que tanto o colesterol como as medicações que são usadas pra reduzir seus níveis são capazes de influenciar o ritmo cardíaco, mas não se sabia como.

 

Pesquisadores franceses e canadenses demonstraram em células cardíacas de animais que altos níveis de colesterol são capazes de inibir o funcionamento de canais iônicos do íon potássio responsáveis pelo fluxo de correntes elétricas nas células do coração, também chamados de Kv1.5. O estudo também demonstrou que a redução dos níveis de colesterol é capaz de restaurar o funcionamento desse sistema.

 

A descoberta abre as portas para o desenvolvimento de novas drogas para o tratamento do grave problema que são as arritmias do coração, que além de provocarem paradas cardíacas, são responsáveis por boa parte dos casos de acidente vascular cerebral.   

 

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Um estudo publicado na última edição do periódico Neurology, jornal oficial da Academia Americana de Neurologia, confirma que a enxaqueca vai muito além das crises de dor de cabeça: a doença está associada a um maior risco de eventos vasculares como o infarto do coração e derrame cerebral.

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Vinte e oito mil mulheres americanas com mais de 45 anos de idade foram acompanhadas por doze anos, sendo que 13% delas eram portadoras de enxaqueca. As mulheres com enxaqueca sem aura não apresentaram maior risco de eventos vasculares. Vale lembrar que aura são sintomas que acompanham a dor de cabeça como alterações visuais e da sensibilidade, e que ocorrem em 25% das pessoas que têm enxaqueca. No presente estudo, as mulheres com enxaqueca com aura e crises frequentes (≥ 1 vez por semana) tiveram risco de derrame cerebral quatro vezes maior. Mesmo aquelas com crises pouco frequentes (< 1 vez por mês) também apresentaram maior risco vascular, com chance duas vezes maior de ter um infarto do coração quando comparadas às mulheres sem enxaqueca. 

Esses resultados não devem gerar pânico em quem têm enxaqueca com aura, já que o risco absoluto de eventos vasculares é baixo: das 180 mulheres com enxaqueca com aura, apenas duas delas apresentaram um infarto do coração e quatro delas um derrame cerebral ao longo de 12 anos.  Entretanto, é importante o recado de que indivíduos com enxaqueca com aura já saem à frente das outras pessoas com risco maior de eventos vasculares, e por isso devem evitar e controlar a todo custo outros fatores de risco como o tabagismo e, no caso das mulheres, o uso do hormônio estrogênio.

 

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