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A combinação de quatro fatores de um estilo de vida saudável – não fumar, manter o peso ideal, praticar atividade física regularmente, seguir uma dieta saudável – é capaz de reduzir em 80% o risco das doenças crônicas mais comuns e fatais, revela estudo que acaba de ser publicado pelo periódico científico Archives of Internal Medicine.
Mais de 23 mil alemães com idades entre 35 e 65 anos foram avaliados quanto à aderência desses quatro fatores saudáveis e acompanhados por cerca de oito anos. Um índice de massa corporal < 30 foi considerado o peso ideal; atividade física de pelo menos três horas e meia por semana foi considerada atividade regular; uma dieta rica em frutas e verduras e com limitação do consumo de carne foi considerada uma dieta saudável; hábito de não fumar significava nunca ter fumado. A maioria dos participantes apresentava um a três fatores saudáveis, menos de 4% não apresentava qualquer fator saudável e 9% apresentava todos os quatro fatores.
Durante o estudo, 3.7% dos participantes tiveram o diagnóstico de diabetes, 3.8% o diagnóstico de câncer, 0.9% apresentaram um ataque do coração e 0.8% um AVC. Os indivíduos que apresentavam todos os quatro fatores saudáveis tinham um risco 78% menor em apresentar qualquer uma dessas doenças quando comparado àqueles sem nenhum dos fatores. A presença dos quatro fatores reduziu o risco de diabetes em 93%, o risco de ataque do coração em 81%, o risco de derrame cerebral em 50% e de câncer em 36%. Dos quatro fatores, manter-se no peso ideal foi o mais poderoso, seguido pela ausência do cigarro, atividade física regular e dieta saudável.
Os resultados reforçam as atuais recomendações para que as pessoas busquem integrar em suas vidas esses hábitos saudáveis, pois é gigantesco seu poder de prevenção de doenças. Além disso, esse estilo de vida saudável já deve ser fortemente estimulado na infância, pois adquirir bons hábitos é igual a aprender um idioma estrangeiro: gente grande tem mais dificuldade.
Um estudo recém-publicado pelo periódico Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine revela que quanto mais tempo as crianças passam à frente das telas da TV ou do computador, maior a chance de apresentarem aumento dos níveis de pressão arterial.
Os pesquisadores estudaram 111 crianças com idades entre 3 e 8 anos de idade que apresentavam um tempo médio diário de 1.5h à frente do vídeo, incluindo TV, DVD, videogame e computador. As crianças também foram monitorizadas durante uma semana por um aparelho capaz de medir o tempo em que se fica parado durante o dia, como é o caso de estar sentado, e a média diária foi de cinco horas.
O resultado mais provocativo desse estudo foi que houve associação entre o tempo que as crianças ficavam em frente ao vídeo e os níveis e pressão arterial, mas essa associação não existiu quando o fator analisado foi o tempo em que elas ficavam paradas. Quando se analisou as diferentes fontes de exposição ao vídeo, o tempo exposto à TV revelou associação com a pressão arterial, o que não ocorreu com o tempo em frente ao computador. Isso sugere que o excesso de exposição em frente ao vídeo, especialmente a TV, pode ter efeito sobre a pressão arterial cujo mecanismo vai além da atitude sedentária associada a esses hábitos.
Estudos anteriores com crianças dessa mesma faixa etária já haviam demonstrado que o tempo de exposição à mídia está associado à obesidade e que por sua vez está associada à hipertensão arterial. Dessa vez foi diferente. O atual estudo mostrou de forma inédita que a associação entre os níveis de sedentarismo e pressão arterial foi independente do fator obesidade.
Além do sedentarismo, outra hipótese para explicar o efeito da exposição ao vídeo sobre a pressão arterial seria o hábito de comer em frente à TV. Outra explicação seria a redução das horas de sono das crianças por conta de uma maior exposição ao vídeo, e um estudo recente é concordante com essa hipótese ao revelar que as crianças que dormem menos têm tendência a maiores níveis de pressão arterial.
A Academia Americana de Pediatria já recomenda que as crianças não devem ficar mais de duas horas diárias em frente ao vídeo. No atual estudo, as crianças que tiveram menores índices de pressão arterial tiveram uma exposição ao vídeo de 30 minutos em média, o que torna razoável a recomendação aos pais que usem esses 30 minutos como limite de tempo de exposição ao vídeo em crianças com menos de 9 anos de idade.
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