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Uma pesquisa recém-publicada pela revista Neuroscience revela que o tempo que se gasta com educação física na escola influencia de maneira positiva o desempenho acadêmico dos alunos. Crianças de 9 anos de idade foram submetidos a uma série de testes cognitivos especialmente elaborados para se testar a capacidade de atenção após 20 minutos de repouso. Em um outro dia, as crianças passaram pelos mesmos testes após uma sessão de 20 minutos de caminhada na esteira. O desempenho cognitivo dos alunos foi significativamente melhor quando testados após o exercício físico, acompanhado também por melhores medidas neurofisiológicas que refletem a capacidade de atenção (potencial evocado P3).

 

Os pesquisadores ainda foram além. Realizaram testes do conteúdo aprendido em sala de aula, com foco em matemática, escrita e interpretação de texto. Mais uma vez, os acertos foram maiores após a atividade física, especialmente no teste de interpretação de texto. Na verdade, os resultados poderiam ter sido ainda melhores se a atividade física realizada fosse mais interessante para as crianças do que caminhar na esteira. Um dos autores do estudo, Darla Castelli da Universidade de Illinois, recomenda que estudantes do ensino fundamental realizem pelo menos 150 minutos de atividade física durante a semana e 225 minutos no caso de estudantes do ensino médio. A pesquisadora recomenda ainda que os professores criem formas de integrar atividade física e conteúdo programático até mesmo dentro da sala de aula.

 

A crescente preocupação com a competitividade que as crianças enfrentarão no futuro já faz com que algumas escolas estimulem a competitividade desde cedo. Mudanças curriculares têm sido propostas, com redução e até extinção de atividades de educação física e educação artística. A ciência tem ajudado a fazer com que esses tipos de atitude sejam repensadas. Já foi comprovado que o tempo dispendido com educação física na escola traz mais sucesso acadêmico do que se esse tempo fosse investido na sala de aula. Isso sem falar nas dimensões humanísticas, de equilíbrio psíquico e de prevenção de doenças que a educação física é capaz de oferecer.

 

 

 

 

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Onze de abril é o dia internacional da Doença de Parkinson, doença que afeta preferencialmente os idosos, acometendo por ano cerca de 20 indivíduos a cada 100 mil. É uma das mais comuns doenças neurológicas e o número de pessoas acometidas pela doença deve aumentar ainda mais com o atual processo de envelhecimento da população.

 

Nos últimos anos, a ciência tem entendido como nunca que a Doença de Parkinson vai muito além dos conhecidos sintomas motores classicamente associados à doença, como o tremor, rigidez e lentidão dos movimentos e instabilidade postural. Quando um indivíduo chega a apresentar esses sintomas motores, o cérebro na verdade já apresenta um estado avançado de alterações neuropatológicas. Alguns sintomas têm sido identificados vários anos antes dessa fase motora: redução do olfato, constipação e sintomas gástricos, urgência urinária, disfunção sexual, transtornos do sono, depressão e outros transtornos neuropsiquiátricos. 

 

Já podemos contar com medicações que são capazes de melhorar os sintomas e a qualidade de vida de portadores de doenças degenerativas do cérebro, como é o caso da Doença de Parkinson. Entretanto, essas doenças são progressivas e infelizmente ainda não existem terapias capazes de mudar o curso natural do processo degenerativo. Muito tem se investido para o desenvolvimento de diagnósticos cada vez mais precoces para que quando dispusermos de terapias que efetivamente consigam frear a evolução da doença, possamos atuar antes que muitos neurônios já tenham sido perdidos. Enquanto isso não acontece, diagnóstico precoce significa tratamento precoce e melhor qualidade de vida para quem sofre da doença.

 

Calcula-se que já na próxima década, um quarto das mortes e casos de incapacidade nos países industrializados será causado por doenças neurológicas. Iniciativas de educação à comunidade leiga de como reconhecer essas doenças e de quando vale a pena procurar o médico são muito importantes. E sensibilizar a sociedade no dia internacional de uma doença é uma grande oportunidade para ajudar a reduzir seu custo social.

 

 

 

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