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Nos últimos 20 anos, várias medicações antidepressivas foram introduzidas no mercado, muitas delas com mecanismos de ação similares e composições químicas muito parecidas. Algumas dessas novas drogas são até chamadas de me-too, termo pejorativo para se referir a uma medicação quimicamente similar a outra que está para perder a patente. O fato é que ainda não está bem claro quais as reais diferenças entre os diferentes tipos de antidepressivos do ponto de vista de eficácia e efeitos colaterais.

 

Uma pesquisa recém-publicada pela revista científica The Lancet avaliou os resultados de 117 estudos  de 12 diferentes tipos de antidepressivos de nova geração (incluindo 26 mil indivíduos), o que permitiu comparar a eficácia e tolerabilidade entre eles. Medicações incluídas na análise: bupropriona, citalopram, duloxetina, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, milnacipran, mirtazapina, paroxetina, reboxetina, sertralina e venlafaxina.

 

Sertralina, escitalopram, mirtazapina e venlafaxina foram os antidepressivos que se mostraram mais eficazes. Dentre esses quatro, a sertralina e o escitalopram foram os mais bem aceitos pelos pacientes. Quando se analisou em conjunto o custo da medicação, sua eficácia e aceitabilidade, a sertralina ganha a disputa como a medicação de escolha para se iniciar o tratamento de um quadro de depressão moderada a grave.

 

O estudo deve encorajar os médicos a tentarem o uso da sertralina antes do escitalopram, já que esse último é cerca de sete vezes mais caro que a sertralina.

 

 

 

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