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É bem reconhecido que as pessoas que sofrem de transtornos mentais têm um risco maior de inúmeras doenças que diminuem significativamente a expectativa de vida. Estamos falando de diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, transtornos do sono, além de hábitos deletérios à saúde como tabagismo, excesso de álcool, sedentarismo e uma dieta pouco saudável. Pesquisadores da Universidade de Queensland da Austrália publicaram recentemente na revista The Lancet Psychiatry uma análise dos estudos relevantes sobre o tema com propostas para a melhora desse quadro.

Uma em cada cinco pessoas no mundo sofre de algum transtorno mental e, de acordo com os pesquisadores, a expectativas de vida é 18 anos menor entre eles. Contrário ao pensamento popular, essa diferença na expectativa de vida não se dá meramente por aumento nos índices de suicídio. Ela acontece majoritariamente por maus hábitos de vida e doenças orgânicas que são mais prevalentes nessa população. Os autores da pesquisa ainda encontraram uma escassez de estudos robustos que tenham analisado fatores de risco para doenças infecciosas e efeitos orgânicos no longo praza das drogas psiquiátricas.

O documento chama a atenção de todos os envolvidos no tratamento da doença mental, sugerindo uma equipe multidisciplinar que vá além do psiquiatra, psicólogo e enfermeira, mas que inclua profissionais da nutrição, educação física e clínica médica. Faz uma provocação para que os psiquiatras ajudem mais nos problemas ditos “orgânicos” dos seus pacientes e que os governantes se sensibilizem com essa situação que podemos dizer sem pensar que é dramática.

 

 

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