Photo of a Man Sitting Under the Tree

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Temos inúmeras evidências do quanto a natureza é benéfica para nosso cérebro e nosso equilíbrio psíquico. Quando se pensa no cortisol, hormônio produzido pelas glândulas supra-renais e associado ao fenômeno do estresse, sabemos também que o contato com o verde inibe a produção desse hormônio. Indivíduos que passeiam por áreas arborizadas têm menor produção de cortisol do que aqueles que faxem o mesmo numa rua comercial agitada.  Mas qual o tempo mínimo de contato com o verde para se ter esse efeito anti-estresse?

 

Recentemente o periódico Frontiers in Psychology  publicou uma pesquisa demonstrando que esse benefício já acontece com 20 minutos de uma vivência em ambiente arborizado no perímetro urbano, independente de atividade física.

 

Na última semana, um estudo ainda mais robusto foi publicado na revista Scientific Reports envolvendo quase vinte mil voluntários mostrando que o contato com a natureza, a partir de 120 minutos por semana, faz com que as pessoas tenham uma maior auto percepção de saúde e bem estar. O máximo benefício ocorre entre 200 e 300 minutos por semana e o efeito foi semelhante quando a pessoa tem essa vivência de 200 minutos em um só dia ou em parcelas de 30 minutos todos os dias da semana, por exemplo.

 

Alguns países como a Finlândia, Japão e Coréia do Sul já entenderam bem o recado e têm programas de “banhos de floresta” como forma de promoção da saúde. São muitos os benefícios já demonstrados com essas “pílulas de natureza”. Além da promoção do equilíbrio psíquico, temos ganhos na atenção, memória, linguagem e até na capacidade criativa. Também temos menores índices de doença cardiovascular, obesidade, diabetes, hospitalização por crises de asma e, finalmente, menor mortalidade.

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