Woman Wearing Blue Tank Dress Under Blue Sky during Daytime

É bem reconhecido que a ocitocina, também conhecida como hormônio do amor, é capaz de promover a sociabilidade, empatia e o altruísmo. Este mês uma nova pesquisa conduzida pela Duke University nos EUA apontou que ela também facilita a experiência espiritual. Os resultados foram publicados no periódico Social Cognitive and Affective Neuroscience.

Os pesquisadores mostraram que voluntários que usaram o hormônio por via intranasal minutos antes de meditar apresentaram mais emoções positivas, com a sensação de um estado de maior espiritualidade. Relatavam mais frequentemente que a espiritualidade era uma dimensão importante nas suas vidas e que a vida fazia sentido. Enxergavam-se mais conectados com os organismos vivos e com as outras pessoas e também reportavam mais serenidade, gratidão e esperança. Isso também acontecia uma semana após o experimento e independente da pessoa pertencer ou não a uma religião O spray de ocitocina foi comparado a um spray placebo em outro grupo de voluntários.

O hormônio é produzido pelo hipotálamo e é estimulado durante a atividade sexual, parto e amamentação. Além disso, o hormônio é um importante ingrediente para que aconteça a “liga” entre duas pessoas e tem esse poder, em parte, por facilitar a liberação de moléculas de anandamida, neurotransmissor que se liga aos mesmos receptores no cérebro que a maconha. A estimulação de neurônios produtores de ocitocina faz com que os níveis de anandamida aumentem. E mais importante: o bloqueio dos receptores de anandamida desmorona os efeitos pró-sociais da ocitocina. A anandamida “dá barato” por aumentar a motivação e promover um estado de felicidade. Ela é considerada a principal molécula responsável pelo barato do maratonista.

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