Um novo estudo publicado esta semana pelo periódico Neurology da Academia Americana de Neurologia demonstra uma tendência maior de derrame cerebral quando se trabalha com alta carga de estresse.

Nessa pesquisa, estresse no trabalho foi considerado não só por uma alta demanda psicológica por conflitos interpessoais e prazos, mas também por falta de controle sobre o próprio trabalho.  As pessoas com maior carga de estresse chegaram a ter 58% mais eventos cerebrais e as mulheres foram as mais vulneráveis.

Vale lembrar que o estresse no trabalho, além de afetar nosso perfil imunológico, inflamatório e metabólico, costuma também vir acompanhado de hábitos que aumentam o risco vascular como sedentarismo, dieta pouco saudável, tabagismo e excesso de álcool.

Outro estudo publicado recentemente na revista The Lancet mostra que o número de horas de trabalho também faz diferença.  Um aumento da carga horária de cerca de duas horas por dia já aumenta o risco de derrame cerebral e ataque cardíaco.  Comparado a uma jornada de trabalho de até 40 horas semanais, 41 a 48 horas aumenta o risco de derrame cerebral em 10%, 49 a 54 horas por semana eleva o risco em até 27% e mais de 55 horas multiplica esse risco em três vezes.

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