O tabagismo é freqüentemente iniciado na adolescência e hoje em dia cerca de 18% dos adolescentes entre 13 e 15 anos ao redor do mundo já fumou, sendo que 9% tem o hábito de fumar. Políticas agressivas para prevenção do tabagismo com especial foco nos adolescentes são fundamentais e podem ter especial impacto quando realizadas em parceria com as escolas. Entretanto, uma série de estudos tem revelado que campanhas anti-tabagismo em parceria com as escolas não são tão bem sucedidas quando se analisa o impacto a longo prazo. Um importante estudo publicado nesta semana  pela revista The Lancet nos chama a atenção para o quanto ações dessa natureza podem ser eficazes e podem alcançar ainda mais sucesso se estendidas para fora da sala de aula.

 

Cerca de onze mil estudantes da Inglaterra e País de Gales entre 12 e 13 anos de idade participaram do estudo. Inicialmente, um questionário foi aplicado entre os estudantes para o reconhecimento daqueles que exerciam maior liderança entre eles, e estes foram convidados a atuarem como agentes multiplicadores de conceitos sobre os malefícios do tabagismo. Os líderes multiplicadores recebiam um treinamento padronizado para influenciar os colegas através de conversas informais com conteúdo anti-tabagista. As intervenções duraram dez semanas e eram feitas sempre fora da sala de aula: no recreio, no caminho para a escola, em encontros fora da escola.

 

Adolescentes que foram encorajados pelos líderes a não fumar apresentaram chance significativamente menor de começar a fumar após um e dois anos de acompanhamento quando comparados àqueles que eram submetidos apenas à campanha anti-tabagismo padrão oferecida pela escola. Além disso, o método aplicado teve ótima receptividade por parte dos adolescentes.

 

Parabéns a esse grupo de pesquisadores de Bristol ! Os resultados dessa pesquisa devem dar uma chacoalhada nas atuais estratégias de prevenção ao tabagismo entre adolescentes.

 

 

 

     

    

   

  

 

 
 

 

 

 

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