Atividade física diária previne a doença de Alzheimer mesmo entre aqueles com mais de 80 anos. Essa á conclusão de um estudo publicado esta semana pela versão online do periódico da Academia Americana de Neurologia.

 

Durante quatro anos, mais de 700 idosos, com uma média de idade de 82 anos, foram acompanhados com testes anuais de memória e outras funções cognitivas. Eles foram também monitorados em suas atividades físicas através de um questionário e por um dispositivo chamado actígrafo, tipo um relógio de pulso, que registra a movimentação de uma pessoa ao longo do dia.

 

Nesse período, 10% dos voluntários receberam o diagnóstico de doença de Alzheimer. Aqueles que tinham registro de maior atividade foram os que tiveram menos chance de desenvolver a doença. Os 10% com menos atividade tiveram um risco três vezes maior quando comparados aos de maior atividade.  Esse efeito protetor foi demonstrado não só com os exercícios físicos formais, mas também com atividades do cotidiano como limpeza da casa, cozinhar e lavar louças. O benefício da atividade física mostrou-se independente das atividades cognitivas e sociais que ajudam na prevenção da doença. 

 

A pesquisa confirma, com metodologia bastante refinada, que a atividade física, é uma aliada na luta contra a doença de Alzheimer, mesmo em idades avançadas. Sabemos que o exercício estimula a liberação de uma série de combustíveis para os neurônios e vasos e melhora o aproveitamento da glicose pelo cérebro. 

 

** No dia a dia do consultório, as pessoas perguntam muito qual é o tipo de atividade física mais recomendada para o cérebro. Nesta semana, outro estudo publicado pelo Archives of Internal Medicine revelou que atividade física do tipo musculação duas vezes por semana durante seis meses promoveu a melhora cognitiva de mulheres idosas com queixas subjetivas de memória. Além disso, durante uma tarefa tipo jogo de memória, esse programa de atividade trouxe maior ativação de uma série de áreas cerebrais.

 

 

 

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