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Recentemente divulgamos os resultados de mais um estudo que demonstrou que o hábito de beber grandes quantidades de álcool de uma só vez, mesmo irregularmente, está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares. Esse padrão de consumo de álcool é conhecido na língua inglesa como BINGE, e é definido como o consumo de 5 ou mais doses de álcool no período de 2 horas no caso dos homens, e 4 ou mais doses no caso das mulheres.

 

O excesso de álcool além de poder elevar a pressão arterial e alterar a coagulação sanguínea transitoriamente poderia também desencadear um processo inflamatório nas artérias, promovendo a aterosclerose. Essa última hipótese foi recentemente testada e confirmada por pesquisadores da Universidade de Rochester e publicada recentemente na revista Atherosclerosis.  O contato prolongado de células vasculares humanas com o principal subproduto do álcool, o acetaldeído, promoveu uma série de efeitos que podem ser considerados como as etapas iniciais do processo inflamatório característico da aterosclerose. Os autores propõem que em doses menores de álcool, o organismo seria capaz de minimizar os potencias efeitos tóxicos do acetaldeído, mas em altas doses esse equilíbrio seria perdido.

 

As festas de fim de ano estão aí e não precisa ficar passando vontade. É só pegar leve.

 

 

 

 

 

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O combate à obesidade é um dos maiores desafios do mundo contemporâneo, já que aumenta o risco de dois dos problemas de saúde mais sérios da humanidade: as doenças cardiovasculares e o câncer. Prevenir é a melhor estratégia. Entretanto, uma boa parcela dos indivíduos obesos precisa de tratamento.

 

A última edição da revista britânica The Lancet traz os resultados de uma nova droga para obesidade que deve dar muito que falar. A droga tesofensina, inicialmente desenvolvida para o tratamento da Doença de Parkinson e Alzheimer, promoveu uma perda ponderal média de 11.3 kg entre indivíduos obesos após 6 meses de tratamento. Os voluntários que serviram como grupo controle, e que foram submetidos apenas a dieta com restrição de calorias, perderam apenas 2.2 kg no período. A potência de ação da droga foi realmente bem superior quando comparada às demais drogas usadas para o tratamento da obesidade, duas vezes maior que a sibutramina e rimonabanto. Os principais efeitos colaterais registrados foram: náusea, boca seca, insônia, tontura e alterações gastrintestinais. Esse é um estudo que abre caminho para a realização de um estudo com maior número de pacientes para melhor avaliar o efeito terapêutico e os efeitos colaterais da tesofensina. Os dados até o momento sugerem que essa é uma droga bem promissora para o tratamento da obesidade. 

 

 

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